Tereza Carvalho sentada em um tronco de árvore na natureza, vestindo branco e transmitindo a serenidade do conceito ROMO.
Crônicas & Opinião

O alívio e a liberdade de não estar em todo lugar

Sim, eu andei sumida do feed no Instagram. Desde o dia 18, o silêncio e a observação foram meus companheiros de reflexão. E sabe o que eu descobri? O que para muitos é o temido FOMO, para mim se tornou um bendito ROMO.

Muita gente ainda não sabe o que essas siglas significam, e eu confesso que, embora já praticasse, também não sabia que existia um nome para isso.

FOMO (Fear of Missing Out) é aquele medo constante de estar perdendo algo importante que está acontecendo sem você. É a ansiedade de estar fora do “giro”. Já o ROMO (Relief of Missing Out) é o caminho inverso: é o alívio e o prazer de não estar lá, a liberdade de escolher o seu próprio ritmo. É o prazer de perder o que não agrega para ganhar o que realmente faz sentido. Você já tinha ouvido falar neles?

Eu já vinha praticando o ROMO há algum tempo, mas não sabia que a palavra e o significado existiam. Eu simplesmente sentia que não precisava estar em todos os lugares ou aceitar todos os convites. Sabe aquela pressão invisível de que você precisa ser “visto para ser lembrado”? Pois é, eu decidi ignorar esse padrão. Particularmente, eu não consigo ser “arroz de festa”.

Recentemente, li um texto da Mauren Motta que deu voz ao que eu já vivia: o prazer silencioso de olhar para um convite e pensar “será que realmente preciso ir?” ou “ainda bem que não fui”.

ROMO não é sobre desistir da vida social ou profissional. É sobre curadoria.

Afinal, a nossa ausência também é uma ferramenta de gestão: quando selecionamos onde estar, damos mais valor à nossa presença. Nem toda oportunidade merece o seu tempo e nem todo encontro precisa da sua energia. A minha curadoria, que você vê no meu site e no meu trabalho, é apenas o reflexo dessa curadoria que eu faço na minha vida pessoal.

Existe um processo libertador de maturidade e sabedoria em não ter que provar nada a ninguém e em simplesmente dizer “não posso”, “não vou” ou “não quero ir”. Lembra que já escrevi que gosto de pessoas, não gosto de gente? É sobre a troca real, do olho no olho que faz sentido, não do amontoado de presenças por obrigação ou apenas para “bater ponto”.

A gente vive exausto tentando dar conta de tudo, mas a verdade é que o cansaço rouba a nossa capacidade de enxergar o que realmente importa. Presença constante não é sinônimo de impacto. Eu escolhi perder o inútil para encontrar o essencial. E você? Qual foi o último “sim” na sua agenda que, no fundo, deveria ter sido um “não”? Escolher onde estar é, talvez, a forma mais sofisticada de luxo e maturidade em 2026.

Quem vem comigo nessa busca por mais essência e menos barulho?

Crônicas & Opinião traz reflexões autorais sobre temas atuais. Um espaço dedicado a textos que inspiram o cotidiano e provocam o pensamento.

2 Comentários

  • Sandra Lima

    “Nem toda oportunidade merece o seu tempo e nem todo encontro precisa da sua energia.”
    Já começo com essa frase GENIAL!
    Muitas vezes estamos por estar em algum lugar, só pra ser visto e lembrado e valorizado.
    Mas muitas vezes é uma armadilha! Sufoca ao ponto de sair correndo do lugar e nem olhar pra trás kkkkk
    Amei o texto encorajador e rebelde rsss
    Só ROMO na vida! Fiz essa escolha e sou feliz!

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