Medicamentos para depressão: compras avançam na geração Z
Levantamento com quase 35 mil beneficiários aponta crescimento em todas as gerações na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026.
As compras de medicamentos para depressão e ansiedade cresceram cerca de 12% entre beneficiários da Vidalink no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Divulgado pela CNN Brasil, o levantamento mostra que a geração Z apresentou o maior avanço. Os dados registram compras, mas não esclarecem as causas do aumento.
A análise reuniu 34.823 beneficiários que adquiriram ao menos um medicamento relacionado à saúde mental entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Trata-se de uma base de benefícios corporativos, que não representa toda a população brasileira.
Geração Z apresenta o maior crescimento
Entre os integrantes da geração Z, o número de compradores aumentou 15%. A quantidade de compras subiu 19%, enquanto o valor gasto cresceu 21%.
Millennials e geração X, por sua vez, continuaram concentrando a maior parcela das compras. Todos os grupos analisados registraram aumento.
| Geração | Aumento de compradores | Aumento de compras |
| Geração Z | 15% | 19% |
| Millennials | 10,2% | 12,1% |
| Geração X | 7,1% | 10,5% |
| Baby Boomers | 3,5% | 4,7% |
As mulheres representaram 64,1% dos compradores nos dois períodos. Os homens corresponderam a 35,9%.
Quem faz parte de cada geração?
Os nomes agrupam pessoas por período de nascimento. Para facilitar a leitura, uma classificação frequentemente utilizada considera os seguintes intervalos:
| Geração | Ano de nascimento |
| Baby Boomers | 1946 a 1964 |
| Geração X | 1965 a 1980 |
| Millennials ou geração Y | 1981 a 1996 |
| Geração Z | 1997 a 2012 |
Essas divisões variam conforme a fonte. Os intervalos acima ajudam a explicar os termos, mas não devem ser considerados os cortes específicos da Vidalink, que a reportagem consultada não detalha.
O que as compras de medicamentos para depressão mostram?
O levantamento permite acompanhar as compras dentro da plataforma. Entretanto, não equivale a uma pesquisa sobre a frequência de depressão e ansiedade na população.
Também é preciso distinguir crescimento percentual de participação no total. A geração Z apresentou o avanço mais rápido, o que não significa que tenha comprado mais medicamentos do que todas as outras gerações.
Além disso, os números apresentados não informam quantos compradores fazem psicoterapia. Portanto, não permitem concluir que essas pessoas recorreram aos medicamentos por falta de acesso ao acompanhamento psicológico.
O aumento dos gastos exige o mesmo cuidado. Sem informações sobre preços, doses e duração das prescrições, não é possível atribuí-lo a tratamentos mais longos.
O interesse jornalístico está no avanço das compras entre diferentes gerações. Entender suas causas, porém, exige informações que vão além das transações registradas.
Fonte dos dados: CNN Brasil — Venda de remédios para depressão cresce 12% impulsionada pela geração Z, publicada em 2 de outubro de 2026.


